Tendências de arquitetura e decoração para 2026

Tendências de arquitetura e decoração para 2026

09.12.2025

O que vai marcar o futuro dos ambientes? Confira as principais tendências de arquitetura e decoração para 2026


O ano de 2026 aponta uma guinada em arquitetura e decoração: busca por autenticidade, sustentabilidade, bem-estar e uma estética que espelha transformações sociais profundas. Traduzindo isso, aqui estão as principais tendências que vão moldar projetos residenciais e comerciais. De paletas de cor a novos comportamentos de consumo, compartilhamos as tendências de arquitetura e decoração para 2026 e como incorporá-las de maneira prática.


Novos comportamentos: o futuro do consumo consciente


O fim da romantização do consumo
Uma das ideias que mais aparece nos recentes estudos da WGSN, referência em tendências, é a noção de que consumismo “por amor à estética” está cedendo lugar a escolhas mais funcionais, responsáveis e que façam sentido. O consumidor do futuro quer menos objetos supérfluos, menos peças meramente decorativas, mais durabilidade, utilidade e valores alinhados com sustentabilidade.


Em arquitetura e decoração, isso se traduz em projetos que privilegiem materiais duráveis, multifuncionais e com reaproveitamento. Assim, prioriza o minimalismo bem executado, e menos elementos decorativos desnecessários, por consequência, reforça também uma estética mais limpa, com identidade própria.

 


Cores e estética: transformar com cor, luz e textura


Transformative Teal e Cloud Dancer: as cores do ano
A WGSN e a Pantone já destacaram duas paletas centrais para 2026: Transformative Teal e Cloud Dancer.


O Transformative Teal é um tom que traz profundidade, entre um verde azul, e oferece bastante versatilidade: pode ser usado em grandes superfícies ou como ponto de destaque. Ele cria ambientes que transmitem calma e equilíbrio, e também dialoga bem com tons neutros ou metálicos. Em móveis, paredes, tecidos ou acessórios, é uma cor que une aconchego e sofisticação.


Já a Cloud Dancer traz a essência do branco leve e luminoso. É a cor da clareza, do respiro e da simplicidade sofisticada que ilumina sem pesar, exatamente a essência de como a luz deve chegar aos espaços. No portfólio Persol, diversos materiais se conectam ao espírito da Cloud Dancer: telas solares que ampliam a luz natural, tecidos translúcidos que a difundem suavemente, persianas de madeira branca que combinam naturalidade e elegância, e blackouts claros para quem busca conforto sem abrir mão da estética.

 

Foto 1 – Projeto Fernando Swalm | Foto 2 – Projeto Lais Garetton


A “Great Exhaustion” e seus efeitos nos espaços


Outro conceito emergente é o da “Great Exhaustion” (“Grande Fadiga”): uma reação à sobrecarga de estímulos visuais, compromissos digitais e excesso de opções. Isso leva à busca por espaços mais serenos, menos saturados e mais regulados, onde luz, formas, texturas são usadas com intenção.


Em design de interiores, espera-se uma preferência por layouts mais contemplativos, espaços de descanso ou “pause zones”. Ainda, a tendência é pelo uso de iluminação suave e natural, texturas que não distraiam mas envolvam. A estética deixa de ser “cada detalhe que mostra algo novo” para “cada elemento que proporciona bem-estar”.


Sustentabilidade como pilar central


Projetos ecológicos, materiais com baixo impacto ambiental, reutilização e circularidade ganham ainda mais força. Em 2026, a sustentabilidade não é mais “algo a mais”, é parte intrínseca do design.


Alguns movimentos importantes:
•    Utilização de madeiras certificadas ou recuperadas.
•    Têxteis com materiais reciclados ou orgânicos.
•    Coberturas verdes, jardins internos ou externos integrados aos projetos.
•    Iluminação natural maximizada, retro reflexão solar para resfriamento passivo, sombreamento inteligente.
•    Materiais, textura e sensação tátil
•    Texturas naturais (linho, linho rústico, algodão, fibras naturais), superfícies orgânicas, pedra, cerâmica artesanal ganham destaque. O toque volta a ser tão importante quanto a visão.
•    Também espera-se uso de superfícies mate, menos brilho sintético exagerado, mais materiais que envelheçam bem, com pátina natural, que contém histórias.


Integração tecnológica inteligente


Em 2026, a tecnologia segue em crescimento, mas mais “invisível” e integrada:
•    Automação — cortinas, persianas, sombreamento que respondem a sensores de luz, temperatura ou até mesmo à previsão do tempo.
•    Sistemas que harmonizem iluminação artificial e natural.
•    Controles por voz ou apps, mas que não dominem o espaço visual.
•    Materiais “inteligentes”, como vidros que escurecem conforme a luz, tecidos com proteção solar ou autolimpantes.

 

 

Conforto, bem-estar e saúde nos espaços


Os ambientes vão reforçar o desejo por saúde física e mental:
•    Ambientes biofílicos: plantas integradas, vistas para a natureza, conexão interior-exterior.
•    Espaços de “desaceleração”, como cantinhos de leitura ou contemplação.
•    Escolha cuidadosa de ventilação, qualidade do ar; evitar poluentes, usar filtros, plantas purificadoras.
•    Acústica tratada, para abafar ruídos externos, criar privacidade sonora.

 


Padrões estéticos emergentes


Alguns estilos e combinações que ganham força:
•    Mistura de estilos: vintage+contemporâneo, artesanato+minimalismo.
•    Tons terrosos suaves, combinados com o destaque mais ousado de azuis-esverdeados como o “teal”.
•    Metais quentes (latão, bronze) combinados com pedra natural, madeira clara.
•    Formas orgânicas, curvas, peças bordadas ou manuais como contraponto ao industrial limpo.


2026: um ano de equilíbrio e significado


O ano de 2026 promete ser aquele em que a arquitetura e decoração consolidarão uma virada: menos ostentação, mais significado; menos excessos, mais personalidade; mais compromisso com o planeta, mais cuidado com o indivíduo.


Para quem projeta, decorar ou vive espaços, as tendências apontam para ambientes mais humanos, saudáveis e sustentáveis, em que estética anda de mãos dadas com funcionalidade e responsabilidade.
 

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